Você sabe o que são Transtornos Mentais?

Esse artigo apresenta resumidamente:

  • A definição internacional de transtornos mentais;
  • Os números alarmantes de pessoas com transtornos no mundo;
  • As circunstância que indicam a necessidade de acompanhamento de um psicoterapeuta.

_______________________________

Para falarmos sobre transtornos mentais usaremos como referência o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5).

O DSM é a referência internacional para as nomenclaturas dos transtornos mentais. É usado por psicólogos quando querem encaminhar um paciente para fazer tratamento psiquiátrico concomitante, haja vista que o DSM e a Classificação Internacional de Doenças (mais conhecida no Brasil pela sigla: CID) apresentam a mesma nomenclatura, o que facilita o diagnóstico e permite a organização de dados para estatística.

Apesar de algumas pessoas criticarem o DSM como sendo um instrumento de criação de doenças para a venda de drogas pela indústria farmacêutica, o manual pode ser compreendido como uma ferramenta que pode ser utilizada para o bem ou para o mal, não necessariamente para transformar pessoas sadias em pessoas doentes, mas, para potencialmente transformar pessoas doentes em pessoas sadias – como tudo, dependerá dos interesses de quem está usando a ferramenta.

Esta é a definição para transtornos mentais, segundo o DSM:

Um transtorno mental é uma síndrome caracterizada por perturbação clinicamente significativa na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de um indivíduo que reflete uma disfunção nos processos psicológicos, biológicos ou de desenvolvimento subjacentes ao funcionamento mental. Transtornos mentais estão frequentemente associados a sofrimento ou incapacidade significativos que afetam atividades sociais, profissionais ou outras atividades importantes. Uma resposta esperada ou aprovada culturalmente a um estressor ou perda comum, como a morte de um ente querido, não constitui transtorno mental. Desvios sociais de comportamento (por exemplo, de natureza política, religiosa ou sexual) e conflitos que são basicamente referentes ao indivíduo e à sociedade não são Transtornos Mentais a menos que o desvio ou conflito seja o resultado de uma disfunção no indivíduo.

Portanto, é importante ficar atento ao fato de que nem todo quadro pode ser diagnosticado como um transtorno mental. A principal referência para começar a cogitá-lo na avaliação clínica de um paciente é se há sofrimento ou incapacitação, pois, “o que define se uma classe de comportamentos, sentimentos e pensamentos é ou não um transtorno mental é o sofrimento clinicamente significativo e/ou a incapacitação acadêmica, profissional ou em outra área importante da vida”. Praticamente todos os transtornos mentais listados no DSM apresentam tal critério diagnóstico. O prejuízo ou dano causado a outras pessoas também devem ser levados em consideração.

A lista de transtornos mentais do DSM é muito útil, especialmente, para descrever e detectar certos tipos de sofrimento que poderiam passar despercebidos, como se fossem apenas características comuns de personalidade. Por exemplo, é frequente as pessoas confundirem fobia social com apenas timidez ou introversão, o que, por não ser diagnosticado adequadamente pode acabar gerando graves problemas como os Transtornos de Ansiedade, que prejudicam relacionamentos e outras interações sociais, atravancam a carreira profissional, levando as pessoas a desanimarem de fazer um curso de aperfeiçoamento e até mesmo a abandonarem uma faculdade já em andamento; pode ainda impedir que sejam promovidas no trabalho porque possuem medo de falar em público, etc.

Do que abordamos até aqui, o principal para se guardar é que transtorno mental é tudo aquilo que traz sofrimento e incapacitação para atividades importantes em nossas vidas: atividades sociais, acadêmicas, profissionais. Se algo está tornando os relacionamentos indesejáveis e até mesmo insuportáveis; se os estudos estão pesados demais e aprender está cada vez mais difícil; se o trabalho não traz prazer algum e é o último lugar onde se quer estar, então, está na hora de se perguntar o porquê!

Para exemplificar sofrimento e incapacitação decorrente de um transtorno mental, podemos mencionar a depressão, que afeta 350 milhões de pessoas no mundo. São 350 milhões de pessoas que não têm a vida que gostariam de ter, que não se sentem bem consigo mesmas, que não vivem relacionamentos satisfatórios e não têm carreiras profissionais promissoras, devido ao transtorno. Uma simulação do custo econômico mundial devido a doenças mentais não tratadas é de 1 trilhão de dólares, ou seja: R$ 3.930.000.000.000,00, por ano.

Estas pessoas poderiam ter vidas muito diferentes: com relacionamentos agradáveis e construtivos, com carreiras profissionais satisfatórias que oferecessem recursos para uma vida de qualidade com uma boa casa, um bom carro, passeios, viagens, etc., se não estivessem sendo sabotadas por algum transtorno mental que não estão tratando adequadamente.

A boa notícia é que há muitas formas de tratamento que podem transformar completamente a vida de uma pessoa que está em sofrimento devido a transtornos mentais!

Se você gostou deste artigo e deseja mais detalhes sobre o assunto, entre em contato!

Att.,

Dr. Marlon Schock.