Você sabe como surgiu a Psicoterapia?

Esse artigo apresenta resumidamente:

  • A orgiem da psicoterapia;
  • Os primeiros esforços para aliviar o sofrimento mental;
  • O incrível número de mais de 500 escolas de teoria psicoterapêutica;
  • A incansável e diligente busca por amenizar o tão aterrador sofrimento mental e emocional humano.

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"A psicoterapia era religião antes de ser psicoterapia" (STONE, 1999).

Em sua forma mais antiga e ainda não sistematizada, a psicoterapia remonta desde a Antiguidade e é observável nas mais diversas formas de expressão cultural e religiosa. O Catolicismo e, mais tarde, o Protestantismo, exerceram grande influência na busca de uma cura para o sofrimento mental.

Na Idade Média os doentes mentais eram vistos como pessoas possuídas por demônios e eram aprisionadas em asilos, sofriam espancamentos, privação de alimentos e tortura generalizada para que fossem libertos da suposta possessão demoníaca. Estes asilos eram uma espécie de depósito para doentes mentais, que eram colocados juntamente com criminosos, mendigos, portadores de doenças venéreas e outras pessoas consideradas inválidas para a sociedade.

Phillippe Pinel (1745-1826), considerado o pai da psiquiatria, foi quem passou a compreender e a tratar os doentes mentais de forma mais humanizada. Pinel quem teve o mérito de libertar os doentes mentais das correntes (literalmente falando), substituindo os asilos pelos manicômios – que eram destinados exclusivamente aos doentes mentais. Muitos hospitais e instituições foram batizados com o seu nome, em sua homenagem.

Foi, portanto, no final do século XVII que a psicoterapia começou a ser estruturada conforme hoje a conhecemos.

O método mais significativo inicialmente usado para tratar do sofrimento mental foi o da sugestão, que 50 anos mais tarde passou a ser chamado de hipnose. Sigmund Freud (1856-1939) também praticou hipnose em seus estudos e tratamentos, sendo grandemente influenciado nas suas teorias de psicanálise por Jean-Martin Charcot (1825-1893) – foi Charcot quem orientou Freud em seus estudos sobre hipnose e histeria. Mais tarde Freud conheceu o trabalho de Hervey de Saint-Denis (1822-1892), que acreditava que os sonhos eram mensagens obscuras de dentro de cada pessoa, passíveis de tradução, razão pela qual trabalhava com o simbolismo dos seus pacientes. Essa concepção fez com que Freud, em seus estudos sobre a histeria, mudasse da hipnose para a livre associação – método que consistia em encorajar o paciente a dizer livremente tudo o que viesse à sua mente, em busca de desejos, temores, conflitos, pensamentos e lembranças que pudessem se encontrar além do seu conhecimento consciente. Assim, Freud foi criando a sua teoria acerca do inconsciente e configurando a psicanálise clássica como hoje a conhecemos.

Embora Freud seja um dos nomes mais conhecidos em psicoterapia e articulador de uma das mais conhecidas teorias de tratamento psicoterápico: a psicanálise – ele é, na verdade, apenas mais um numa multidão de teóricos e teorias desenvolvidas para o tratamento de pessoas com distúrbios mentais e emocionais. Tentativas de aproveitamento experiencial-conceitual-teórico-metodológico têm sido feitas em tal profusão que, de acordo com o Dicionário de Psicanálise, em 1995 já havia aproximadamente 500 escolas (ou linhas) de psicoterapia no mundo.

A complexidade da mente humana não exige menos e, cada profissional psicoterapeuta, da forma mais coerente possível à sua leitura de mundo e da existência humana, bem como de sua experiência como ser humano histórico e concreto no mundo, busca diligentemente, a seu modo, erradicar – ou, ao menos, tentar amenizar o tão aterrador sofrimento mental e emocional humano.

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Att.,

Dr. Marlon Schock.